O mercado de café começa a semana pressionado pela perspectiva de maior disponibilidade de arábica brasileiro e pela possibilidade de recomposição dos estoques certificados da ICE em Nova York.
As cotações do arábica atingiram o menor nível em cerca de dez semanas, refletindo também as chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil, que melhoram as condições para o desenvolvimento da próxima safra.
Segundo a Reuters, grandes tradings preparam volumes de café brasileiro para certificação na ICE. Os estoques certificados estão próximos de 220 mil sacas, menor nível em 26 anos, enquanto mais de 62 mil sacas brasileiras já chegaram aos armazéns para avaliação.
Ao mesmo tempo, o Brasil exportou 4,15 milhões de sacas em agosto, recorde para o mês e alta de 31% em relação ao ano anterior.
Para o mercado físico brasileiro, a maior oferta tende a ampliar a pressão sobre compradores e vendedores, embora os estoques internacionais ainda permaneçam historicamente baixos.
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